segunda-feira, 25 de agosto de 2008
sapiens sapiens
brazilian dream
quinta-feira, 27 de março de 2008
velharias
terça-feira, 11 de março de 2008
a reforma
se o lula soubesse ler, eu lhe enviaria uma proposta muito mais prática, barata e objetiva: elimine simplesmente o uso da crase.
terça-feira, 4 de março de 2008
psiquiatras
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
o trabalhador
santidade de festim
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
sotaque escocês
tortas
lucy: minha mãe deveria era ter me dito que eu poderia ser uma renomada chef de cozinha e não ter destruído meus sonhos. acho que hoje seria mais feliz fazendo tortas do que fazendo matérias.
a reportagem do século
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
o tratamento
o santo
memória
malcolm: vai entender os caras ...
a queda
extraído dos comentário da postagem "freio de mão":
jef: isso tinha que ser filmado, ia virar hit no youtube.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
a beata catarinense
o trauma
belfort: conto as novidades e o que está no meu coração. às vezes, escrevo "gente, estou num churrasco" só pra mostrar que a minha vida é comum.
repórter: o que está em seu coração?
belfort: um dos temas mais interessantes que abordei foi o da identidade. todo homem tem uma. viver é um modo de ser, diz o livro de antropologia que estou lendo.
repórter: quantas horas por dia você dedica ao blog?
belfort: ah, é tempo. minha mulher fala que escrevo rápido e não coloco acento, vírgula, mas estou falando com o coração. não dá pra interromper meu momento de expressão.
repórter: qual é o objetivo do blog?
belfort: quero invadir a casa das pessoas com meus valores. é um meio de o público saber quem é o vitor belfort e falar: "poxa, tem conteúdo. não é só uma massa de músculos". sou como o rocky balboa e o cinderella man.
repórter: quais são seus valores?
belfort: família, saúde e hombridade. estou na contra-mão do mundo, mas é como quero educar meus filhos. não vou deixar, por exemplo, que acreditem em papai-noel. não quero que eles sofram quando descobrirem que ele não existe. eu tive esse trauma, gente.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
peculiaridades
malcolm: olha, existem sociedades tribais onde as mulheres saem à caça e os homens cuidam das crianças e lavam a louça. é um tipo peculiar de organização social.
marlene: isso não é um tipo peculiar de organização social coisa nenhuma. isso é viadagem!
a empregada doméstica
versos íntimos
veIxXx!!!!! nINGUeM aXXistiu Au FoRMidAVEU
enTeRrU DI TuAh ultiMAH kImEraH...... SoMEnti a IngrATiDauM - EstaH paNTEraH -
FOI TuAh komPANHeRaH INsEparaVEU!!!!!
acOSTumaH-tI A lamAh kI ti ESpeRAH!!!!!
u hOMEm...kI...nEStAH TerRAH miSErAVeu,
mORaH...entrE FERAxXx...senTi iNEViTAveU
NECeXXidaDi dI tb se FERAH......
toMaH 1 fOSforu...... acenDi teu CigARRu!!!!!
U bJu...miGuxXxu...eh a VeSperAh Du esCaRRu,
a MaUM Ki AFagah EH A mSM kI aPeDREJAH......
si A AlguEM KAuzah indaH pEnaH A tuah xXxagAh,
ApEDReJAh EXXAh mAuM viU KI tI AFAgaH,
eScARRAH nEXXAH bOcAH Ki tI bEiJAh!!!!!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
freio de mão
atendente: a senhora poderia deixar um telefone para contato?
marlene: 38 71 05 40, são paulo.
atendente: esse número é de quem?
marlene: é meu mesmo.
atendendente: não pode, senhora. tem que ser de um parente ou de um conhecido.
marlene: por que?
atendente (irritada): não, não senhor. o avião não vai cair.
malcolm (para marlene): como é que ela sabe? os pilotos da TAM aprenderam pelo menos a puxar o freio de mão?
marelene (constrangida): é 38 45 73 21.
atendente: por gentileza, de quem é o número?
marlene: põe ai, maíra.
atendente: pode passar a bagagem. o senhor pode deixar um telefone para contato?
Marcadores: diálogos
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
camundongos
sábado, 15 de dezembro de 2007
o emprego
a decisão
malcolm: qual é o problema dessa vez?
jung: eu posso dar uma sugestão?
malcom: não.
malcolm: não.
malcolm: continuando, tu tens que te decidir de uma vez por todas: ou eu, ou o rivotril.
malcolm: bem, tu queres que eu te ajude a procurar um apartamento?
Marcadores: diálogos
hospital psiquiátrico
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
publicitários
malcolm: olá! também adorei o blog de vocês. estarei providenciando uma camiseta personalizada pra mim. ganhar o nobel de literatura e ter uma camisa personalizada sempre foram os dois maiores sonhos da minha vida. agora uma questão: se vocês gostaram do blog, como alegam, não perceberam que os textos foram escritos em português? anyway: pleased to meet ya.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
versões
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
primeira página
octagenários
malcolm: mas casar com octagenário milionário é profissão.
maria madalena: pode ser, mas é uma espécie de não-trabalho. o único problema do octagenário milionário é que sexo também é ótimo. e ser infiel regularmente dá muito trabalho. e se o objetivo é não ter trabalho, então chega-se a um outro dilema.
a árvore
malcolm: achei isso tudo muito complicado. acho que vou mesmo é tomar um café e depois me dirigir prum boteco pra curar essa tuberculose de vez.
marlene: ah, é? então, tá bom. continuando: café e cigarro são ótimos pra dor de cabeça e pro estômago também. e cachaça é um ótimo analgésico. se nada disso der certo, uma árvore, uma corda e uma bela atitude resolvem defintivamente o teu problema.
o cineasta
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
ironia
insônia
malcolm: e ai? o que andas fazendo?
malcolm: o que é que tu queres ouvir?
malcolm: hein?
malcolm: o que é que tu queres ouvir?
malcolm: como assim? eu só perguntei o que tu andas fazendo.
malcolm: eu sei. eu percebi. afinal, o que é que tu queres ouvir?
malcolm: nada. esquece.
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sábado, 8 de dezembro de 2007
moda
marlene: ele diz que “moda é o cérebro por fora”.
malcolm: esse alexandre herchcovitch não tá com nada. moda é o cérebro por fora?! um absurdo! reduz todo comportamento humano ao pano que nos cobre o corpo. muito simplista. e o que dizer de gente como o glauber rocha? que ele era retardado?
marlene: não, que era desleixado.
malcolm: o glauber? desleixado? em que sentido?
marlene: desleixado no sentido de se vestir, malcolm. isso se refletia na personalidade dele. um cara que se veste de forma desleixada, que não liga pra moda, pro consumismo. a moda reverbera uma característica da pessoa.
malcolm: como um cara desleixado pode criar uma obra como a dele? tudo bem, ele pode ter sido desleixado em relação à moda, mas com o seu trabalho ele era perfeccionista. só pra escolher o paulo autran pra participar de “terra em transe”, ele foi vê-lo atuando no teatro várias vezes, de diversos ângulos, com as mãos simulando um quadro, só pra entender se o cara funcionaria pro personagem que ele desejava. todo mundo é desleixado em relação a alguma coisa. o herchcovitch, por exemplo, é desleixado em relação a sua própria inteligência – e a nossa!
II
malcolm: eu falei que não o conheço, porque quando eu percebo que ele esboçou um começo de fala, eu mudo de canal, viro a página da revista, clico no link mais próximo. mas eu sei quem é. eu tenho uma conhecida que faz moda e além de, digamos, ingênua, é fanática por ele. acho que a roupa um canal de comunicação importantíssimo. respeito o universo e me interesso por ele. agora entendo muito bem o que ele quer dizer. eu não preciso falar aqui que esse tipo de gente se acha uma espécie superior? ou preciso?
marlene: se queres basear a discussão em julgamentos da ética alheia, então é melhor nem continuar mesmo. não tô aqui pra ficar divagando sobre se fulano tem o ego inflado ou não. o tema não é esse.
malcolm: marlene, sejamos sinceros, eu não preciso jantar com esse cara pra descobrir que não gosto das piadas dele.
inimigos
como bom cafetão literário, publico, em primeira mão, novos scraps lisérgicos de lucy in the sky with diamonds:
I
eu não apago meus scraps porque tenho inimigos no orkut - não os tenho. eu não gosto é de leitoras.
II
quando eu fazia yôga eu era flexível, agora eu sou só contraditória mesmo.
III
tô pensando em tirar meu útero pra ver se eu fico mais sagaz e esperta.
IV
se não jogaram a primeira pá de terra, então o buraco ainda pode ser considerado um lugar seguro.
ayahoasca
lucy: uma amiga minha que o diga. antes ela era atéia, depois, em uma sessão no santo daime, teve uma viagem tão profunda que fraturou uma costela. desde lá ela é sincretista. reza até pra gnomo!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
a oportunidade
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
árvores
malcolm: eu sei lá que idéia foi essa. acho que estava procurando cogumelos. eu não me lembro direito. só sei que estou com o braço todo arranhando e andando como um aleijado.
marlene: eu é que não ía te impedir de procurar cogumelos em uma árvore. não perderia essa cena por nada! que doido! sempre quando eu começo a pensar que a humanidade tem salvação, alguém sempre chega e me prova que isso ainda é possível!
novelas
de um modo geral, o “homem civilizado” não se vê como real, mas como um espectro daquilo que almeja ser. ainda que as sociedades tribais tenham suas próprias novelas na forma de história oral, seus dramas não são interrompidos por intervalos comerciais - estes é que verdadeiramente dão os retoques finais na maquiagem dos personagens, e, por conseqüência, nos fazem sentir divorciados da espécie humana.
profissões
Marcadores: microcrônicas
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
fobia
Marcadores: surtos
o plano imaterial
lucy: talvez não seja pelo peso que eles meçam a importância do animal, mas pela presença do sistema nervoso. os vegetarianos pensam que quem tem cérebro sofre e sente dor na hora do abate. eles sentem pena, aí se recusam a comer. se as micro-vacas tivessem cérebro, aí talvez eles parassem de comer maçãs - de comer qualquer coisa, na verdade. se alimentariam de amor, virariam espíritos de luz e iriam pro plano imaterial, que é o lugar deles.
Marcadores: diálogos
o cérebro
malcolm: não tem ninguém lá dentro, né? então, ela é simplesmente um amontoado de pedaços de carne, com sangue em circulação por eles. o que eles querem com ela? esperar ela crescer e depois casar e ter filhos, como todo mundo? provavelmente os que estão defendendo essa garota nasceram sem cérebro também.
Marcadores: diálogos
mentalidade superior
confabulações
“volta e meia me vem a angústia de estar sempre comigo. eu gostaria muito de um dia poder ir a algum lugar em que eu não fosse ou não estivesse. pelo que falam dos lugares a que não vou, sem mim os lugares são mais interessantes.”
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
psicodélicos
Marcadores: microcrônicas
anônimos
até agora, entre os anônimos, pude identificar alguns tipos comuns de blogueiros:
1) os que escrevem postagens do tipo “meu querido, diário”, como se fossem importantes celebridades, e seus amigos realmente estivessem interessados em saber o sabor da pizza que eles pediram na noite passada;
2) os que transcrevem textos de seus escritores preferidos, e, em suas páginas, é sempre possível encontrar uma lista do tipo “os dez mais”;
3) os pseudo-literatos que sempre estão à caça de palavras obscuras para tentar confundir seus amigos com construções literárias que julgam serem densas e herméticas, de forma que pareçam escritores de difícil compreensão; como uma espécie de vingança pelos sentimentos que eles próprios sentem ao lerem escritores que eles não são capazes de compreender;
4) os críticos de arte, que com seus comentários repletos de adjetivos fazem fotologs parecerem verdadeiras obras-primas;
5) e, finalmente, os que nada têm a dizer, apesar de se iludirem acreditando que estão dizendo alguma coisa. acredito que estou enquadrado neste tipo. talvez, por essa razão, fui expulso da lista “vai, que eu garanto” de um blog paulistano que de tão meigo mais parece um bichinho de pelúcia (isso me deixou tão transtornando que estou pensando em transformar "as beatas" numa coletânea de textos do carlos drumond de andrade).
provavelmente ainda estar por surgir um novo modelo de blogueiros: os especializados em blogs de celebridades. the bloggers of celebrity's bloggers! aqueles que antigamente eram chamados simplesmente de fofoqueiros.
III
depois de me achar o flashman dos blogueiros e ter publicado quase trinta postagens em dois dias, tive que aumentar a dose diária do meu ansiolítico e tomar menos café pras pessoas não descobrirem que eu não tenho mais o que fazer da vida. este é o preço que se paga por não ser famoso. a vantagem de ser uma celebridade blogueira é que quando elas não estão desocupadas escrevendo em suas páginas (ou fingindo em algum lugar que são verdadeiros artistas), elas estão diariamente na televisão tentando nos convencer a obter produtos que, na maioria das vezes, nós não temos dinheiro para comprar.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
celebridades
os blogs de celebridades não se enquadram apenas no modelo “meu querido diário”. alguns são constituídos por fortes conteúdos ideológicos. o blog da ex-dançarina do grupo “é o tchan”, chamado curiosamente de “blog oficial da carla perez jesus te ama”, é praticamente uma convocação ao reino dos céus. o da cantora kelly key - que eu julgava erroneamente não saber ler nem escrever- nos revela importantes aspectos sobre a história do país em que vivemos. no dia 7 de setembro, ela escreveu sabiamente: “hoje é feriado! dia bom para descansar. mas, não podemos esquecer o significado deste dia. no dia 7 de setembro comemoramos o dia da independência do brasil! o dia da pátria, um dos fatos mais importantes para o nosso país, onde conseguimos a conquista de autonomia!”.
há também os que nos revelam, em primeira mão, importantes descobertas científicas, como o da ex-big brother brasil, fani BBB7: “podemos até identificar a postura de vida de uma pessoa pela sua leitura corporal. nosso corpo tem uma linguagem própria”. impressionante, não? e a cantora wanessa camargo, ecologista assumida, se lamenta: “preciso desabafar! aqui, nesse espaço onde ninguém, além de mim, escolhe, edita ou colhe palavras da minha boca. quero deixar clara minha posição sobre a neutralização do carbono”. após ler sua postagem, não ficou muito claro pra mim o que significa “neutralização do carbono”, mas confesso que fiquei estupefato. a brincadeira está apenas começando, mas já estou curioso pra saber como é que isso tudo vai terminar.
Marcadores: crônicas
animais empalhados
juntamente com a queda do paysandu para a quarta dimensão (nos termos de lucy in the sky), e a estranha teoria do professor parreira cujos fudamentos se baseiam na idéia de que é muito difícil montar um time quando se tem muitos craques nas mãos, este foi um dos motivos que me levou à desinteressar-me completamente por futebol.
mas como todo bom adicto, eu tenho minhas recaídas, e já estava procurando uma camisa do liverpool pra voltar a me tornar um torcedor de futebol quando descobri acidentalmente que o flamengo tinha ganhado a medalha de bronze no brasileirão. isso me fez desistir de mudar de time, mas quando percebi que na tabela de classificação ele tinha ficado a 16 pontos do vencedor, continuei perambulando por lojas de artigos esportivos.
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domingo, 2 de dezembro de 2007
teorias
marlene: mas eu bebo cotidianamente!
malcolm: então a centenária oposição “ritual-cotidano” está finalmente dissolvida! espera só um minuto, preciso telefonar pro claude lévi-strauss!
marlene: mas olha, pensando bem, não são cotidianos. são semanais apenas. tu e o lévi-strauss não precisam se preocupar em reformular as teorias de vocês por minha causa.
malcolm: grato. perdi um dado empírico revolucionário, mas ganhei uma significante economia em minha conta telefônica. velhos são como mulheres: falam demais.
paris hilton
scrap à marlene dietrich.
s/d
placas
Marcadores: diário de campo
gandhi
o coreano
em primeiro lugar, é preciso entender que toda essa falácia sobre a americanização do mundo, ou do brasil mais especificamente, é um equívoco do pensamento comum. a gente até assume como imperiosa um certa necessidade de importação dos seus bens culturais - eles têm o dinheiro -, mas as coisas terminam por ai. americano nenhum vai se sentir em casa, atravessando as ruas de copacabana ou comprando o "não-sei-o-que-do-boto-cor-de-rosa", no ver-o-peso, em belém do pará. então, a gente não pode tentar explicar o que acontece com eles a partir das coisas que acontecem aqui, ou no azerbaijão. nós temos outro tipo de violência.
acredito que alguns dos símbolos ou sistemas de símbolos da cultura americana são os motivadores desse bang-bang todo. eu me refiro a "number one", "looser", "i'm good", "black and white", "popular", "time and money", entre tantos outros, que que se retirados do contexto do "american way of life", perdem completamente o significado. não tenho dúvidas: nenhum destes termos têm equivalentes em outras culturas. embora o brasil possa ser considerado sob alguma perspectiva uma “pátria de derrotados”, nós não encontramos “loosers” nele. ilustrando isso para não nos distanciarmos muito da superfície dos fenômenos, um taxista estava me falando outro dia: “a vida é uma merda, mas é bacana”. genial. quem conhece uma roda de samba, entende o que ele quer dizer com isso.
enfim, o coreano. eu não falei que só estes símbolos impulsionaram o cara a cometer o massacre. é claro que problemas psíquicos tem parte nisso tudo. mas um cara com o pau do mesmo tamanho (como é que tu me defendes uma tese dessas?!), mesmo abandonado pela namorada, talvez não fizesse a mesma coisa em terezina. então, o quadro psiquiátrico dele produziu um evento que apenas poderia ter sido realizado lá, nos estados unidos. às vezes, essas coisas acontecem em outros lugares (em são paulo tem o caso daquele cara do cinema – um incompetente, aliás; se o coreano, ou qualquer um que não fosse brasileiro, tivesse a mesma oportunidade, teria feito um trabalho mais eficiente), mas se tratam de fenômeno tão raros, que não podemos pensá-los em termos culturais (um aninal da espécie sapiens não deixa de ser considerado um bípede, apesar de eventualmente faltar-lhe uma ou duas pernas). o fato é que se tu reunires os principais símbolos do "american way of life", sob o pano de fundo da alta competividade e da paixão quase religiosa por armas de fogo, estarás constituindo às condições ideais para que a imprensa continue nos divertindo com os seus espetáculos de arte.
campo minado
marlene: é claro que sim. a gente fala sobre lua, plutão, beatles e cultura de massas e quando vejo, já estamos relacionando isso com questões antropológicas. não sou só eu que fico puxando temas, né? tu também fazes isso. a questão, como já disse, é que tu sempre dá um jeito de me ludibriar e levar o papo pro campo minado da antropologia. ou tu achas que eu fico perdendo pernas e braços por aqui por causa dos teus belos olhos azuis?
crases
scrap ao professor pasquale.
sábado, 1 de dezembro de 2007
estátua da liberdade
manchetes
a idéia
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suástica
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
o contrário
lucy: o contrário de brasileiro? boa pergunta. se formos pensar em termos de oponentes em guerras, como nazistas e judeus, penso que o contrário de brasileiro deva ser argentino, já que a única guerra em que o brasil se mete é futebol. mas podemos pensar em paraguaios, mas aí não é o contrário, é a involução da espécie.
homens
malcolm: pois é. não entendo como vocês ainda conseguem gostar de homens.
sorte do dia: você passará em uma prova de fogo que o tornará mais feliz
postagens
marlene: acho melhor esperar a postagem. ou então vou ter que parar de beber pra conversar contigo.
quinze minutos
malcolm: tá bom. já entendi. mas calma. tu estás repetindo isso há quinze minutos. ontem, eu passei quatro horas dizendo a mesma coisa.
(e a conversa se estendeu por outras quatro horas)
hipocondria
julho de 2007
ilusionistas
Marcadores: microcrônicas
orações
em resposta as tuas questões.
dor na garganta: não.
tosse: sim.
tosse seca: às vezes.
na migdala: isso eu não sei. porque eu não sei o que migdala.
na faringe: não.
nariz entupido: sim.
dor no corpo: sim
febre: talvez. eu não tenho termômetro, mas estou sentido muito frio. aliás, todo mundo aqui costuma sentir muito frio no inverno, e me parece que nem todos estão com febre.
aguardo livro de orações ou um padre, urgentemente.
scrap à marlene dietrich.
s/d
destino
família
a fábula da hora final
no 1º minuto da hora final, o arcebispo da rede globo de televisão decretou que moisés e maomé seriam considerados cristãos, enquanto buda seria riscado dos arquivos, em vista de suas tendências comunistas;
no 6º minuto da hora final, dois vândalos roubaram um helicóptero e substituíram a tocha da estátua da liberdade por um letreiro com dizeres obscenos. ao ser interrogada sobre a veracidade da acusação, a estátua sorriu maliciosamente e balançou a cabeça de maneira afirmativa;
no 8º minuto da hora final, as forças armadas desenterraram o corpo do soldado desconhecido e descobriram, para surpresa geral, tratar-se de adolf hitler;
no 11º minuto da hora final, uma delegação de viciados em drogas ofereceu-se voluntariamente para experiências médicas, com a condição de que novas drogas e o vírus do câncer fossem injetados em seus olhos;
no 14º minuto da hora final, quatorze milionários foram atraídos para um clube aparentemente inofensivo, onde foram esquartejados, aparecendo seis minutos mais tarde em quarenta e dois caixotes de comida pra cachorro;
no 25º minuto da hora final, um incêndio criminoso alastrou-se em uma plantação de maconha na floresta amazônica pondo completamente em transe o grupo de bombeiros voluntários que se arriscou na tarefa: diante disso, rumaram diretamente para belém, onde entraram empurrando o carro de bombeiros no meio de risadas, manifestando um tipo de alegria nunca visto antes;
no 28º minuto da hora final, descobriu-se que um remédio popular continha heroína. dezessete mil pessoas foram esmagadas e trezentas farmácias foram destruídas em conseqüência do pânico provocado por essa noticia;
no 32º minuto da hora final, dezesseis discos desconhecidos do tom zé foram desenterrados de uma adega em salvador. felizmente foram apreendidos pela polícia antes que pudessem espalhar a desordem e a incerteza;
no 41º minuto da hora final, todos os penicos foram encontrados de cabeça para baixo e a população ficou envergonhada;
no 47º minuto da hora final, a prostituição tornou-se completamente desnecessária;
no 48º minuto da hora final, todas as placas de estrada foram substituídas por outras com dizeres “siga em frente”;
no 52º minuto da hora final, uma das bombas de hidrogênio jogadas na amazônia derramou no ar chuva de papéis impressos onde se lia: “buuum”;
no 53º minuto da hora final, aldo paz apareceu na capa da revista caras com o pato donald e o silvio santos;
no 57º minuto da hora final, o uso da caixa registradora foi abolido;
no 58º minuto da hora final, os funcionários de escritório do mundo inteiro retiraram-se de circulação por motivo de doença;
no 59º minuto da hora final, todas as portas foram arrancadas de seus lugares e amontoadas em uma ruidosa fogueira, e somente as dobradiças foram poupadas para servirem de muda recordação a uma história triste e assustadora.
a salvação
woodstock corporation
o anti-existencialismo
máscaras
síndrome das pernas inquietas
Marcadores: microcrônicas
reencarnação
Marcadores: surtos
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
humoristas
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
a máxima
Marcadores: diário de campo
terça-feira, 27 de novembro de 2007
rituais
e aqui estou, sentado na frente do computador tentando publicar esta que é a centésima postagem deste blog. sem idéias, deprimido e fumando incessantemente desde que comecei a escrever tortuosamente estas linhas. talvez quando acender o centésimo cigarro deste ritual, e a minha gastrite vagarosamente começar a me lembrar que ainda estou vivo, me ocorra alguma idéia interessante para celebrar coisa nenhuma.
Marcadores: crônicas
sábado, 24 de novembro de 2007
good night
sábado, 10 de novembro de 2007
disneylândia
revolucionários
elefantes
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
vitamina c
sartre
consta que jean paul sarte e simone de beavouir embora casados jamais moraram juntos. hoje dividem o mesmo apartamento no cemitério de montparnasse, em paris.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
audiência
Marcadores: microcrônicas
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
alta culinária
malcolm: mas tu ainda tens tempo de aprender os segredos da alta culinária comigo.
Marcadores: diálogos
sábado, 27 de outubro de 2007
fiado
sorte de hoje: confiamos só em deus; quanto aos outros, paguem à vista.
marlene: mal o orkut sabe que aqui nem deus faz fiado!
o perfil
paixões: ilhas do oceano pacífico
esportes: com companheiro
atividades: tentando parar
livros: sim - moram comigo
música: excessivamente
filmes: clássico
cozinhas: multiétnico
programas de tv: prefiro que fiquem no zoológico
castigo de deus
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
portas
a porta eu consertei. quer dizer, eu não - sou muito estúpido pra entender dessas coisas -, um amigo meu apareceu aqui com pregos e martelos e de uma hora pra outra a porta estava uma beleza! ficou até melhor do que antes! vou ver se arrebento as outras portas pra terminar o tratamento estético do apartamento.
II
minha sorte foi o pessoal da globo não ter aparecido pra acompanhar o acontecimento. não queria ver o william bonner fazendo comentários a meu respeito.
scraps à leila diniz.
s/d
mães
marlene: ah é? bom, pelo menos ela deve saber que tu fumas cigarro, né?
malcolm: cigarro, maconha, cocaína, alcool, êxtase, lsd, cogumelos, ayahoasca, crack, peiote, rivotril, heroína, ela sabe. o problema é o palavrão.
homenagem
Marcadores: diário de campo
guilhotina
I
a vida é que é errada. ela começa às 6 da manhã.
II
III
quando o sol engolir a terra, eu já vou ser espírito de luz. vou tá numa praia interestelar tomando banho de poeira cósmica e bebendo blody-stars ou dry-moons ou o que quer que se beba por lá!
IV
falando em guilhotina, me lembrei de ler que a pessoa continua consciente por alguns bons segundos depois que a cabeça é cortada, porque o sangue continua circulando e oxigenando os neurônios. deve ser uma viagem isso, né? já pensou? tua cabeça lá na cesta, pensando: "nossa! eu sou só uma cabeça!".
francesas
culpa judaico-cristã
amigos
Marcadores: diário de campo
dívidas
vegetarianos
Marcadores: microcrônicas
evolucionistas
25.X.07
Marcadores: microcrônicas
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
nazistas
verás que um filho teu não foge à luta,
nem teme, quem te adora, a própria morte.
fragmento do hino nacional da república federativa do brasil.
kelly samara carvalho dos santos queria conquistar o mundo. para atingir este objetivo, saiu de casa aos 15 anos, em pouco tempo adotou o nome de kelly tanchesi e passou a aplicar golpes e furtos em quem quer que caísse na sua frente. uma de suas últimas vítimas foi a aposentada campos de souza, de 84 anos. a pobre senhora fez o seguinte relato à folha de são paulo: "eu caí na rua, ela me ajudou e me levou até em casa. depois voltou para ver se eu estava bem, pegava o celular e fingia que conversava com o pai, que seria dono de loja da oscar freire, pedindo que ele me desse um emprego para eu ter uma atividade. um dia, sem eu perceber, roubou meu talão de cheques".
adolph hitler, que não perdia seu tempo esperando aposentadas caírem na sua frente, foi um pouco menos ambicioso, mas também queria conquistar o mundo. e ao contrário de kelly tanchesi, ele acreditava no que dizia. conquistar o mundo para ele significava torná-lo um lugar melhor para se viver. tal qual os brasileiros, ele acreditava que os seus risonhos lindos campos tinham mais flores e que seus bosques tinham mais vida. além, é claro, de também crêr que fazia parte de um povo distinto dos demais: o povo germânico era belo, forte, impávido, colosso e, acima de tudo, gigante pela própria natureza! hitler tinha, inclusive, uma teoria para explicar a natureza dessa grandeza:
“tudo neste mundo pode tornar-se melhor. toda miséria pode tornar fecunda a energia humana e toda opressão pode suscitar as forças que produzem um renascimento moral, enquanto se conservou o puro sangue. mas a perda da pureza do sangue destrói para sempre a felicidade interior, rebaixa o homem para sempre, tendo indeléveis conseqüências corporais e morais. é no sangue, exclusivamente, que reside a força ou fraqueza do homem. os povos que renunciam a conservar a pureza de sua raça renunciam à unidade de sua alma.”
não vim aqui defender sua teoria, o seu método, nem sua técnica de trabalho. isso seria o mesmo que lutar, por exemplo, contra o tabagismo ou o uso de drogas (o nazismo assumiu muitas formas ao longo das últimas décadas). minha intenção é demonstrar que a tese de hitler não era muito diferente da tese dos primeiros austrolopithecus. quando o macaco de kubrick descobre que um pedaço de osso pode se tornar uma arma, e que se jogada aos céus ela pode subitamente se transformar numa espaço-nave, ele estava fundando aquilo que seria o alicerce de todas as sociedades humanas: a idéia de que nós, em oposição ao outro, ao distante, ao diferente, somos seres dotados de uma superioridade indiscutível. até hoje, nos dias de festa, alguns dos bons selvagens de rosseau estão fraternalmente na amazônia saboreando funcionários da funai no tucupi. por que quando pensamos em termos humanitários sempre colocamos à frente de tudo, com gloriosa satisfação, nosso orgulho grupal?
a coisa toda começa no planeta, quando nos preocupamos com o que vai ser da coca-cola quando as fontes de água potável do mundo se esgotarem; passa pelo problema dos estados nacionais - e aqui cada um quer para sí a maior fatia do bolo, seja lá o que esteja ocorrendo na áfrica. e assim caminhamos em ordem descrescente até chegar no problema da suburbana que viu na tv que quando comprar roupas de estilistas famosos namorará, enfim, o fábio assunção. o que tudo isso deixa claro é que o nacionalismo e todos os seus parentes próximos são formas amplificadas de egocentrismo. mas acredito que isso todo mundo já sabe. o que ninguém sabe é que hitler nasceu na áfrica há duzentos ou trezentos mil anos e que o maior culpado pela eclosão da segunda guerra mundial foi o mickey mouse.
Marcadores: crônicas
terça-feira, 18 de setembro de 2007
humildade
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
o almoço
Marcadores: diário de campo
troféus
slogan
repórter: vocês estão em quantos ai?
golpista: nós estamos aqui em seis.
repórter: vocês estão em um presídio?
golpista: é. estamos. nesse local ai mesmo. na faculdade mesmo.
repórter: só no mesmo presídio são vários golpes aplicados?
golpista: aqui comigo, na empresa, só tem eu. aqui tem outra empresa que tem dois. é tudo na mesma galeria. tudo no mesmo slogan.
Marcadores: microcrônicas
gregor samsa
marlene: eu também acordei assim e só conseguia realizar a fotossíntese. mas uma amiga me chamou pra comer chilli. aí quando vi, já tinham copos de chopp e de dry martini pela mesa. tinha voltado a ser gente.
sábado, 8 de setembro de 2007
a beata
fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra.
panen nostrum quotidianum da nobis hodie.
nos dimittimus debitoribus nostri.
et ne nos inducas in tentationem: sed libera nos a malo.
hoje
scrap a juliette lewis.
o mágico
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
etnia inferior
não vou nem comentar essa história de etnia inferior - não tem antrópologo escroto do mundo que diria uma coisas dessas! mas até que o verso é bonito. coloca ai mais dois ou três desses que dá pra compor um belo poema anti-modernista.
(...)
eu não quis refutar a tua tese sobre a etnia inferior. eu só disse que ficava bonito num poema. quem sabe de jornalista escrota tu não passas a poeta gente boa. acho que até o george bush compraria os teus livros!
(...)
por falar em fúzil em baixo do travesseiro, não me lembro onde li - mas foi ontem, ou quarta - uma matéria sobre um porco três metros e 500 kg - alguma coisa do tipo. o melhor de tudo foi a foto do porco (ou do elefante, não sei como os biólogos conseguem diferenciar um do outro) morto, e sobre seu corpo o algoz: um americano de 12 anos com um rifle na mão. sobre a violência, acho que é isso mesmo. fizeste uma arqueologia da violência nos estados unidos, mas pelo que tu falas, etnia inferior é a humana mesmo. conheço um cachorro, um personagem de quadrinhos chamado dogbert, que diz numa de suas tiras: "eu gostaria de ser editor. pegaria trabalhos que levaram anos para serem escritos e acabaria com eles com uma pinçelada de minha caneta". e depois, na última tira, olhando com desdém para o leitor: "acho que não gosto muito de gente". estou com hobbes, maquiavel, nietzsche e dogbert.
scraps à lilian witfibe.
s/d
cinema
scrap à linda eastman.
s/d
árbitro de xadrez
scrap à uma thurman.
s/d
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
o batismo
“já era noite alta quando francisco pizarro decidiu executar atahualpa. depois de ser conduzido ao lugar da execução, atahualpa implorou pela sua vida. valverde, o padre que havia presidido o processo propôs que, se atahualpa se convertesse ao cristianismo, reduziria a sentença condenatória. atahualpa concordou em ser batizado e, em vez de ser queimado na fogueira, foi morto por estrangulamento no dia 29 de agosto de 1553.”
judeus
marlene: mas também jesus vacilou. foi ingênuo. como todo filhinho de papai.
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longevidade
Marcadores: surtos
31 de agosto
Marcadores: diário de campo
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
noções de etiqueta
malcolm: olha, marlene, não é mais pra você deixar mensagens pra mim no orkut. suas mensagens são amaldiçoadas e você não tem noções de etiqueta.
mário quintana
alguém tem um cigarro ai?
os fóruns “já te queimaram com cigarro?”, “meu tio fuma muito”, “fumante devia comer a bituca!!!”, e similares, continuam lá. firmememente. não é o clube da luluzinha, mas parece.
felizmente, antes da expulsão, ainda deu tempo de eu receber e copiar o comentário de um desses fanáticos para preparar uma resposta. aqui está o comentário de marcelo (provavelmente o autor da denúncia que resultou na minha expulsão):
“Pois é, o próprio sujeito que defende o fumo reconhece que fumar é um vício idiota. E ainda esquece de mencionar que o fumante além de arruinar o próprio corpo, arruina também o dos outros com esse vício idiota. Então já está mais no que na hora de se acabar de uma vez por todas com esse vício nocivo, babaca e idiota. Fumantes, vão fumar na PQP e parem de encher o saco dos outros com essa porra.”
marcelo pqp faz alusões ao texto de millôr fernandes, citado na postagem já mencionada. li, copiei, escrevi a resposta no word, mandei pro fórum e quando cliquei no botão "enviar", percebi que alguma coisa tinha dado errado. voltei pra página principal da seita, e ai pude constatar o óbvio: eles não gostaram de mim. já tinha sido expulso de salas de aula, de bares, de apartamentos, mas de uma seita foi a primeira vez. confesso que estou até meio emocionado.
“caro, marcelo.
nós reconhecemos que o hábito de fumar é um vício idiota. não há dúvidas. mas o texto do millôr é tão dificil de entender assim? ninguém está defendendo o fumo, mas o fumante - e o direito, assegurado por lei, que ele tem de fumar. este país também é meu, e segundo as regras constitucionalmente estabelecidas, eu ainda tenho esse direito.
dou-lhes uma idéia: mudem as leis deste país, como fizeram os americanos na década de 30, em relação ao consumo de álcool. aquele bang-bang foi genial. ou façam como os brasileiros, que com o mesmo tipo de ato, fundaram a maior multinacional do mundo: o narcotráfico (pelo menos, neste ramo da economia, ninguém pode duvidar de nossa competência).
pra terminar, eu não fumo ao lado de não-fumantes; eu não ando com não-fumantes; eu não ando, sequer, com boas companhias. e só não vou fumar na pqp, porque tenho um blog pra fumar em paz. não vou, portanto, de acordo com as tuas próprias palavras, arruinar o seu corpo. se bem que isso seria uma brincadeira divertida.
saudações de um fumante ortodoxo.”
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
o problema
paixões
pra começo de conversa, eu não acredito em nada do que a psicologia me diz. me bastam as histororietas do meu psiquiatra. prefiro até as teses da sociobiologia. estas, ao menos, são divertidas.
II
os acréscimos - cor, volume, timbre - não estão na balança. senão, não seria uma paixão platônica.
III
eu não me considero "quase não-patológico", eu me considero "monarquicamente-patológico". então, talvez esteja fora do grupo a qual tu te referes.
IV
ao contrário dos "quase não-patológicos" e dos "patológicos", eu acredito que um relacionamento que durou mais de vinte minutos já deu certo. não entendo quando vocês ficam se perguntando umas as outras, depois de cinco anos de namoro ou casamento, porque o relacionamento "não deu certo".
V
a questão não é realidade ou fantasia, mas as incontroláveis pulsões da alma.
reacionários
não estou sendo irônico. juro. ele tem direito de acreditar no quiser, não? ele é uma cara legal pra estar contigo numa mesa de bar. não é um asno reacionário. é um gênio reacionário. eu adoraria ter gente como hitler e mussolini na minha mesa.
VII
o problema do freud é que ele ia passar a noite inteira indo e vindo do banheiro, e nas suas voltas, fungando, ia ficar calado aficionado pelo hitler. mas este, tenho certeza, nem ele conseguiria explicar.

